quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Sempre que ouço o Passos Coelho e todas as análises políticas que lhe sucedem só me dá (ainda) mais vontade de agarrar nas malinhas e emigrar. Diz que sim, que é egoísmo e devíamos todos trabalhar para levantar o país e sair deste buraco onde nos enfiaram, mas para além da crise (que agora dá para tudo) pesa ainda o facto de tudo aquilo que gosto mesmo de fazer não ter lugar aqui. Em contrapartida esperam-me imensas oportunidades lá fora, não por lá fora ser melhor, apenas por ser diferente. Eu gosto muito do meu país mas primeiro que tudo está a minha felicidade. Por isso, não me venham cá dizer que estou a desertar e que devia ficar aqui a aguentar o barco, porque eu só nasci aqui, não tenho um contrato para a vida. Irrita-me que me digam "ah, se toda a gente pensasse como tu, não ficava cá ninguém". Pois cada um sabe de si. Eu cá, vou, mas acreditem que vou ter muitas saudades. E tivesse eu o que tenho noutro país ficaria de bom grado no meu. Porque, para mim, não há melhor sítio para viver.

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