sábado, 22 de outubro de 2011

Para quase todos, daqui ao Natal ainda vai toda uma eternidade. Para mim, nem por isso. Por esta altura começo já a pensar nos presentes que vou oferecer, sem pressão, com todo o tempo do mundo para passear pelas lojas, imaginar o que X e Y gostariam mais, etc. Gosto de fazer isto com tempo, de ir fazer outra coisa qualquer e pensar "olha, é mesmo isto", porque gosto imenso de oferecer coisas que tenham de facto a ver com a pessoa em questão e não sejam só "porque sim". Aliás, se eu adoro o Natal (ao ponto de fazer a árvore em Novembro), também me irrita um bocado a hipocrisia da época. Então nos presentes, irrita-me ainda mais. Oferece-se só por oferecer, na maior parte das vezes coisas inúteis (ou então sou eu que tenho azar, também pode ser) e que nada têm a ver com a pessoa. É que eu, sinceramente, prefiro que não me ofereçam nada a abrir um presente em que a primeira coisa que me vem à cabeça é "isto foi comprado em 5 minutos algures entre as compras de mercearia e o jornal diário", e entristece-me. Não significa que os presentes tenham de valer 3 ou 4 dígitos, pelo contrário, o que eu aprecio é sentir que foi pensado, ou pelo menos não foi "despachado" só porque é suposto oferecer alguma coisa. É que não é suposto, pelo menos para mim. Desejem-me só um feliz Natal, ou enviem um cartão, que eu adoro cartões de Natal e sempre é mais um "pensei em ti". Mas enfim, eu já tinha idade para ter juízo e não ligar a estas coisas, não é verdade?

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