quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O aumento dos impostos sobre os dois últimos escalões deixa-me um bocado estupefacta. Segundo as contas da SIC, um casal com 4700 euros (brutos) vai ver o seu imposto aumentado. E eu pergunto, isto é ser rico? Com imposto a 43%, o casal fica com cerca de 2600 euros o que, não sendo mau, não se pode considerar riqueza. E depois não há cá deduções com educação e casas e afins, nada disso. No fundo, é mais do mesmo. Se no futebol são 11 contra 11 e no fim ganha a Alemanha, nos impostos (que agora se chama solidariedade, aparentemente) acaba por ser o Governo contra o povo e no fim perde a classe média. O que eu vejo é que há um fosso cada vez maior entre os verdadeiramente ricos e os pobres. O que pensará o trabalhador/assalariado Amorim?

Nota a leitores sensíveis: Não digo que esta classe média viva mal, não digo que não estejam bem face aos 500 euros que muita gente recebe por mês, o que quero salientar é a forma como se continuam a proteger grandes fortunas e a destruir a classe média, que ganha mais do que o suficiente para viver mas que vê os seus rendimentos cortados a cada dia como se fossem magnatas.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Toda esta conversa acerca dos manuais escolares, fez-me recuar no tempo e recordar aquele cheirinho a livros novos que invadia o meu quarto nesta altura do ano. Todos os anos, o mesmo ritual: ir buscar o meu montinho à papelaria do bairro e forrar os livros com papel autocolante transparente, com todo o cuidado do mundo. Gostava de folheá-los e ver o que ia aprender nesse ano, alinhando-os depois juntamente com o resto do material escolar, à espera pelo primeiro dia de aulas, a meio de Setembro. Ainda hoje não sei como se pode não gostar da escola. Eu adorava.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Se há coisa que me tira do sério e me desilude é fazerem-me de parva. Prefiro que me digam "olha, não dá" ou "hoje não me apetece" do que haver toda uma explicação por trás. É que eu acabo quase sempre por descobrir a verdade sem ter de fazer nada para isso. Mas qual é o mal de as pessoas serem directas? Não percebo o que custa.

domingo, 21 de agosto de 2011

O lado bom da vida. Literalmente.


No seguimento do post anterior, aqui ficam as razões para acreditar num mundo melhor. Com assinatura do maravilhoso mundo do marketing da Coca Cola (o que eu adorava os anúncios quando era pequena!).

Gosto



I'm free to be whatever I
Whatever I choose
And I'll sing the blues if I want
I'm free to say whatever I
Whatever I like
If it's wrong or right it's alright
Always seems to me
You only see what people want you to see
How long's it gonna be
Before we get on the bus
And cause no fuss
Get a grip on yourself
It don't cost much
Free to be whatever you
Whatever you say
If it comes my way it's alright
You're free to be wherever you
Wherever you please
You can shoot the breeze if you want
It always seems to me
You only see what people want you to see
How long's it gonna be
Before we get on the bus
And cause no fuss
Get a grip on yourself
It don't cost much
I'm free to be whatever I
Whatever I choose
And I'll sing the blues if I want
Here in my mind
You know you might find
Something that you
You thought you once knew
But now it´s all gone
And you know it's no fun
Yeah I know it's no fun
Oh I know it's no fun
I'm free to be whatever I
Whatever I choose
And I'll sing the blues if I want
I'm free to be whatever I
Whatever I choose
And I'll sing the blues if I want
Whatever you do
Whatever you say
Yeah I know it's alright
Whatever you do
Whatever you say
Yeah I know it's alright.

(Oasis)

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Nós e os outros

O português é de facto um bicho estranho. Acho que deve haver um chip com o complexo de inferioridade que nos assiste. Os outros, lá fora, é que são bons, é que fazem tudo bem, é que são mais civilizados, é que vivem melhor, é que são a oitava maravilha do mundo. E assim passamos os nossos dias no café a dizer mal dos sucessivos governos, dos impostos, da selecção, do que calhar. E o mais incrível é que gostamos. (Quer dizer, só podemos mesmo gostar deste papel de coitadinho, já que tanto insistimos nele.) Mas o mais engraçado nisto tudo é que se vem alguém dizer que nós não prestamos, então aí já não pode ser, aí já fazemos vídeos anti-Moodys, que isto de criticar o estaminé é só para nós, que já temos mais experiência no ramo, e não para qualquer país que se ache melhor do que nós.
É certo que critico muito o meu país. (A corrupção afecta-me horrores, o compadrio, e todas as formas de privilegiar quem queremos em vez de privilegiar o mérito.) Mas não é para o rebaixar face a A, B ou C, que com o mal dos outros posso eu bem. Não acho que sejamos os piores do mundo, como tantas vezes nos fazemos crer e ainda dizemos "pois, só mesmo em Portugal", como se fosse uma coisa de que devêssemos estar à espera. Não acho que lá fora é que tudo é bom e perfeito e civilizado e toda a gente seja bff (numa utilização livre da linguagem adolescente) do ambiente. Acho que podíamos reduzir para metade toda a energia que gastamos a compararmo-nos com os outros, sempre à espera de encontrar a falha e dizer "aha, somos piores nisto!" e empregá-la numa coisa boa, sei lá... que tal limar as arestas e seguir em frente?

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

terça-feira, 16 de agosto de 2011

cleaning up...my mind

Uma tarde a arrumar a tralha que se acumulava furiosamente no meu quarto e finalmente todas as superfícies tiveram direito a ver a luz do dia! Desde que me lembro que a vontade de arrumar me surge quando estou mais stressada, pelo que o simples facto de organizar as coisas me faz sentir que, de alguma forma, organizo as minhas ideias também. Agora que está tudo perfeitinho, até tenho mais vontade de me lançar novamente na luta desesperante que é alcançar aquele objectivo. Ao fim de um tempo, isto de mudar de vida acaba por moer um bocado. Mas hoje, não sei porquê, estou em mood Sérgio Godinho "bebe-se a coragem até dum copo vazio". Por isso, 'bora lá! Cheers!

domingo, 14 de agosto de 2011

C'est la rentrée

Portantos, foi bom enquanto durou, mas já estamos de volta à base. Tenho de pôr o blog em dia. Urgentemente.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Dei por mim a fazer um excel com as peças de nova colecção que quero comprar e o respectivo preço. Não sei se é organização ou consumismo. Chamem-lhe futilidade, mas não há nada como ir às compras para animar o astral, mesmo que seja window shopping (com o objectivo de fazer o levantamento dos possíveis items de interesse, claro).

O biggest loser voltou

E com ele, o meu "vício" de final de dia. Já tenho programa para ver antes de dormir! (A mim dá-me sempre vontade de calçar os ténis e ir bater uns quantos recordes pessoais a correr, isto é que é marketing do bom!)

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Sem vontade de verão

Enquanto a silly season se instalou para ficar, entre férias e malas para fazer, eu nunca tive tão pouca vontade de rumar a paragens mais estivais. Sinto-me um pouco como estes dias de chuva de Agosto e tenho evitado o blog porque a) ninguém quer saber se o meu mood está cinzento como o dia de ontem e b) não me apetece lembrar (e martelar) estes momentos, embora até possa ser terapêutico escrever acerca disso. Por outro lado, não me ocorrem muitos outros assuntos para incluir neste meu muro de lamentações. Assim sendo, vou dedicar-me à mala, escolher os outfits (confesso, queria usar esta palavra num post) e ver se todas as preocupações saem com água salgada.