quinta-feira, 24 de março de 2011

The grass is greener on the other side

Às vezes farto-me do discurso derrotista que impera neste país. O queixar-se de tudo e de todos e achar que os outros é que são sempre os melhores e que aqui nada presta. E sim, eu também fiz um post com as minhas queixas pessoais, não porque ache que lá fora é que é bom e que não temos nada para oferecer, mas porque estou farta de assistir ao compadrio que se vive por aqui e que muitas vezes custa ao país muito talento (já para não falar de dinheiro). Não acho contudo que sejamos o canto da Europa onde tudo é uma desgraça e que ficar em último ou dar barraca em geral é mesmo coisa de tuga como ouço tantas vezes por aí. Não está escrito em lado nenhum que temos de ser sempre os piores e que não podemos ter nada de verdadeiramente bom. Ou pioneiro. Ou revolucionário. E esta visão redutora cansa-me. É quase como se fosse uma pescadinha-de-rabo-na-boca, isto de ser mesmo tuga dizer-se que é assim que é ser tuga (mais um bocadinho e virava trava-línguas).

A propósito disto, deixo-vos o texto da Cat. É a perspectiva do Serviço Nacional de Saúde por quem o vê de dentro. Leiam, e vejam como não somos assim tão maus como pensamos.

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