terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Há sempre música entre nós (não resisti, só me lembrei deste título!)

Às vezes apetecia-me (re)adquirir a capacidade de ler uma pauta e tocar uma música. E nesses dias lembro-me do meu professor de piano, que sempre que o meu treino não tinha sido suficiente para tocar com a destreza de quem não está a pensar nas notas, dizia "assim não dá para eu dançar". E eu achava que ele era algo excêntrico (vá, louco, é a palavra que me ocorria).
O meu professor era muito maior do que eu, alto e largo, ali no limite entre o grande e o assustador (vejam isto na perspectiva de uma criança, claro) e eu lembro-me de ficar muito atenta a ouvi-lo e a desejar ter aquela agilidade para tocar todas as músicas qual pianista profissional que se senta cheio de estilo junto ao piano de cauda.
Hoje em dia, lembro-me apenas do básico. Tenho algumas músicas tão mecanizadas que consigo sentar-me a um piano e tocá-las de memória. Sei o solfejo de outras tantas, também de tanto o treinar. (Engraçado como mantemos estas recordações por tantos anos!) Mas um dia, gostava de poder voltar à música. Mais um dos muitos projectos que vou acumulando até ter tempo.

(imagem daqui)

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