segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

E com um atraso de quase 24h, aqui está o meu preferido da noite

Eu não vi a cerimónia dos óscares. Tenho muita pena, sinceramente, porque nunca vi nenhuma em directo (sou uma desgraça blogosférica!), mas o sono é uma coisa que me faz muita falta para conseguir identificar o sentido correcto do metro (não trocar o destino é um ponto essencial) ou, para operações mais complexas, como somar 2+2, e que provavelmente não consiguiria fazer com menos de 4h de sono. Adiante. Depois de conhecer os vencedores, fui ver as fatiotas e fiquei desiludida. Esperava mais tchanã. Foi só um tchanãzinho. Este foi o meu preferido:
(imagem daqui)

Gosto!

Comboio de corda

Não é que tenha idade para me poder valer de expressões como "quando eu tinha a tua idade" ou "no meu tempo", mas hoje lembrei-me de certas coisas para as quais já não sinto que tenha muita paciência e que, confesso, me conseguem fazer revirar os olhos cá por dentro. Não consigo assistir aos amores em sobressalto de amigos que já tinham idade para ter juízo e não viverem num limbo amoroso equivalente aos papelinhos que circulavam na escola primária "queres namorar comigo? sim. não. talvez" passados discretamente enquanto se ouviam as conquistas de novos mundos e se aprendia a tabuada. Amar num jogo onde se diz A, mas se quer dizer B, mas se calhar é interpretado como C, e por causa disso vamos passar o dia a ouvir música piegas e a suspirar pelos cantos como se tivéssemos outra vez 13 anos e o mundo dependesse do sorriso que julgámos  vislumbrar entre as aulas de Geografia e Francês. E a vida é sempre um sobressalto, um hoje-estou-aqui-mas-amanhã-quem-sabe, é a incerteza, a indefinição, o aperto no estômago. Os amores adolescentes podem ser muito bonitos, mas para mim têm o seu tempo: na adolescência. E hoje prefiro o conforto da certeza à variação de humor que se segue a uma mensagem de texto às 10:00 e depois às 10:01, onde o mundo vai de negro a rosa no minuto inteirinho que separou os dois instantes.
Não tenho paciência para esta forma de amar, embora aceite totalmente os amigos que congelaram as relações interpessoais nos anos 90, é a escolha deles. Ou o azar de não conhecerem uma realidade estável. Onde dizer A quer dizer A e não qualquer código escondido num jogo de palavras, onde não se vive em função de uma mensagem cujo conteúdo não se analisa até à exaustação. Onde se pode viver sem ter o coração nas mãos. Eu gosto disso. E tenho muita sorte em tê-lo. 

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

(imagem daqui)
"Soube a definição na minha infância.
Mas o tempo apagou
As linhas que no mapa da memória
A mestra palmatória
Desenhou.

Hoje sei apenas gostar
Duma nesga de terra
Debruada de mar."

(Miguel Torga)

Dias de sol como este fazem-me lembrar a Pátria que Miguel Torga escreveu. É que podemos ter a crise, e a geração rasca (ou à rasca, dependendo da década a considerar), podemos ser pessimistas e achar que todos os outros países são melhores e/ou fazem melhor (porque o que vem "de fora" é que é), podemos terminar todas as frases (ou começar todas as conversas) com "só neste país é que isto acontece", mas eu continuo a gostar deste cantinho à beira-mar plantado. E quando não estou cá tenho saudades do rio e desta primavera a querer mostrar o ar da sua graça no final de Fevereiro. Os dias de sol fazem-me bem.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Há sempre música entre nós (não resisti, só me lembrei deste título!)

Às vezes apetecia-me (re)adquirir a capacidade de ler uma pauta e tocar uma música. E nesses dias lembro-me do meu professor de piano, que sempre que o meu treino não tinha sido suficiente para tocar com a destreza de quem não está a pensar nas notas, dizia "assim não dá para eu dançar". E eu achava que ele era algo excêntrico (vá, louco, é a palavra que me ocorria).
O meu professor era muito maior do que eu, alto e largo, ali no limite entre o grande e o assustador (vejam isto na perspectiva de uma criança, claro) e eu lembro-me de ficar muito atenta a ouvi-lo e a desejar ter aquela agilidade para tocar todas as músicas qual pianista profissional que se senta cheio de estilo junto ao piano de cauda.
Hoje em dia, lembro-me apenas do básico. Tenho algumas músicas tão mecanizadas que consigo sentar-me a um piano e tocá-las de memória. Sei o solfejo de outras tantas, também de tanto o treinar. (Engraçado como mantemos estas recordações por tantos anos!) Mas um dia, gostava de poder voltar à música. Mais um dos muitos projectos que vou acumulando até ter tempo.

(imagem daqui)

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Corridas de domingo

Isto de correr é tudo muito bonito, mas só eu sei como me doem as pernas! (Acho que é um aviso do meu corpo a dizer-me para não ser tão preguiçosa e treinar mais vezes...)

sábado, 19 de fevereiro de 2011

À primeira vista

As aparências enganam, diz-se. Acho que já toda a gente teve a sua dose de desilusões com pessoas que primeiro pareciam ser espectaculares e que acabaram por se revelar muito diferentes. A minha lista, pelo menos, está cheia. É por isso que é tão bom quando acontece precisamente o contrário: conhecer alguém de quem, à primeira vista, nem gostávamos assim tanto e que afinal revelou qualidades que apreciamos.
Julgo que é inevitável formarmos uma opinião acerca de uma pessoa mesmo que tenhamos mantido apenas conversas de circunstância. Não falo em julgar alguém ou riscá-lo logo da lista vip, digo apenas uma opinião, se é simpático, se não simpático, se parece interessante, ou se é o género de pessoa com quem não teríamos muito do que falar, enfim, uma opinião. Que não tem que ser necessariamente má, mas que é quase sempre diferente da realidade. E quando a surpresa é pela positiva ganho sempre um bocadinho da esperança que perdi com todas as desilusões.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Gosto tanto

Qual Ferrari ou Lamborghini (ou outra "máquina" semelhante). Eu abdicava do melhor carro mundo por um destes dois.

      (daqui)

Sou uma "herege", já sei.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Ele há coisas...

Quando me queixo do meu emprego e recebo como resposta "ah, mas tu ao menos tens emprego, não te podes queixar, que isto nos tempos que correm..." sinto-me bastante indignada. Ora essa! Não me posso queixar? É claro que ter um emprego é melhor do que não ter nenhum, mas não é por haver outros que estão pior que me devo contentar com uma vida mais ou menos, cheia de dias iguais uns aos outros, e que não me faz levantar da cama com o entusiamo que desejava (sinto-me enganada com a ideia que me venderam que começar a trabalhar é que era fixe, que era agora que as coisas giras apareciam...right.).
Isto faz-me lembrar quando eu não queria comer mais e a minha avó me dizia "olha os meninos que não têm o que comer em África", o que foi sempre uma coisa que não entendi...afinal, em que é que eu comer o resto do almoço ajudava os meninos em África? Eu até tinha todo o gosto em ajudá-los, que ver alguém que não tem o que comer era coisa que me doía (e dói) cá dentro. Ora, se eles quisessem o meu almoço ou a minha sandes com marmelada eu dava de boa vontade, mas estando eu cá e eles lá, a lógica da minha avó ultrapassava-me... Criança sofre!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

(Be my) Valentine

Andava eu na escola e havia um correio especial neste dia. Era uma caixinha no pavilhão principal onde cada um depositava as cartas que queria ver entregues no dia dos namorados, numa espécie de serviço express, que era feito de sala em sala. Como coisa de miúdos (ou miúdas, que era mais com as raparigas) havia uma espécie de competição escondida para ver quem recebia mais bilhetinhos e na qual muitas colegas minhas faziam batota escrevendo umas às outras ou a elas próprias de forma a terem 10, 20, 30 cartas entregues. Eu odiava estes momentos. Como não fazia parte deste grupo popular (a minha escola era muito ao género de uma high school americana...com o grupo dos geeks, das miúdas populares, dos rapazes do basket, os das ganzas, os góticos, and so on...) essas colegas faziam questão de nunca me escreverem bilhetinhos, pelo que eu ficava sempre lá num canto, às vezes sem nenhuma carta entregue e a desejar que todo aquele circo acabasse de vez. Obviamente que olhando para trás, não tem qualquer importância o facto de não ser incluída nessa avalanche de cartas escritas à pressa num qualquer corredor, só para se mostrar que se era muito pretendida e popular. Mas hoje voltei a lembrar-me disto. Hoje, que tenho alguém com quem faz todo o sentido partilhar este e outros dias, sem bilhetinhos forjados, sem provar nada a ninguém. E é engraçado como dou por mim a preferir receber algo tão simples como uma flor, em qualquer dia do ano e com um "gosto de ti", a receber um presente só porque hoje é dia dos namorados e tenho alguém que me poderia enviar um bilhete de verdade.
Se há coisa da qual já (não) tinha saudades era da chuva. Estes dias em que se luta com um chapéu numa mão e a carteira na outra, tentando chegar ao primeiro abrigo que se encontra porque quando se sai para a rua é obviamente quando começa a chover mais, de preferência daquela cruzada e que parece que vem de todos os lados, essa é que é boa. E andar de transportes assim? Uma maravilha. Tudo encharcado, estar espalmado contra o chapéu da senhora da frente no metro, o piso escorregadio, o cabelo desgrenhado e cheio de gotinhas, oh alegria. E bem sei que a chuva é importante e faz bem às plantinhas e tal e não tenho nada contra, só acho que podiam acertar o horário e não coincidir a tempestade quando saio/entro no trabalho, que tal? É que nem o facto de poder usar as minhas galochas me tira o bad mood de ver o chapéu virado pelo vento. Em último caso, podemos acordar numa chuva unidireccional sem vento à mistura, já ficava contente. São pequenas coisas, São Pedro, vês? Vamos tentar amanhã, então.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Próximas leituras

Fui hoje comprar o livro do mês do Book a Day, um blog que funciona como clube de leitura e no qual não pude participar em Janeiro. Para me redimir, este livrinho já cá canta


Começo a ler para a semana, quando espero (finalmente!) terminar a minha leitura de cabeceira. Se eu fosse capaz de ler no metro (coisa que, depois de algumas tentativas, já concluí que não - fico sempre com dor de cabeça) dava-me um jeitaço para pôr a leitura em dia. Assim limito-me a pensar na vida durante os 20 minutos da viagem, não admira que este blog ande algo depressivo!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Saudade

s.f. melancolia causada pela lembrança de um bem de que se está privado.


O dicionário é mesmo espertinho.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Constatação do dia

Acho que estou viciada em exercício físico para me sentir bem ao final do dia. Antes que isso que consumir substâncias estranhas (e ilícitas), há que ver o lado positivo!

Mais uma moeda, mais uma viagem!

Andar de metro é uma experiência sociológica quase a roçar o fascinante. Hoje, vinha eu num metro a rebentar pelas costuras e deparo-me com diversas pessoas na plataforma  que, em vez de esperarem pelo seguinte, vá de empurrarem quem já estava lá dentro, naquela lógica do "cabe sempre mais um" como uma boa casa portuguesa. E depois vão dizendo "ai, não empurrem", quando são elas que estão o estão a fazer. Não há pachorra.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Black Swan

Perturbador. Intenso.
Talvez um pouco abaixo das expectativas (já tinha lido imenso sobre ele, o que é sempre um problema) e definitivamente um stress para ver a um domingo.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Hoje foi Primavera

Esteve um dia tão bonito que deu gosto calçar os ténis de desporto e ir dar uma volta por aí. Amanhã há mais.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Um dia voltamos a calçá-las...

...e percebemos como não foram feitas para ficar guardadas no armário.

Não tenho (infelizmente!) umas sapatilhas vermelhas mas já tinha saudades de dançar.


(imagem daqui)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Não há nada como correr...com o mau humor

Este blog tem andado deprimido e isto assim não pode ser. Depois de uma horinha de ginásio e muitas endorfinas libertadas, sinto-me sempre melhor (e nem interessa que amanhã o dia comece às 6h30- já agora, essa história do deitar cedo e cedo erguer dar saúde e fazer crescer não me convence...não vamos esquecer o facto de me terem tirado 1 cm no cartão do cidadão! se calhar é um sinal que o ditado não se está a aplicar assim tão bem, hmmm). Onde é que eu ia? Ah, sim, o ginásio. Uma maravilha. Mais um bocado e estou a ir todos os dias como os verdadeiros viciados do exercício, a isto é que eu chamo aproveitar a mensalidade!