domingo, 30 de janeiro de 2011

Não sei como é, mas os fins-de-semana parecem evaporar-se a uma velocidade inversamente proporcional àquela com que chegam. E não fiz nada do que queria. E não me apetece mesmo nada ir trabalhar amanhã... Tudo informações extremamente relevantes para o resto da sociedade, portanto.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Considerações sociológicas

É triste quando vejo as pessoas fazerem-se valer do seu posto para dizer aos outros o que lhes passa pela cabeça,  encostados ao escudo do "sou eu que mando", como se isso os tornasse mais certos e consequentemente lhes garantisse a invencibilidade. Infelizmente, está-me a parecer que é requisito para ser chefe. O que acho que lhes falta perceber é que ninguém é chefe sozinho.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A motivação é uma ferramenta poderosa, mas só lhe dou valor quando não a tenho.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Uma bica e um bolo de arroz

Estranho esse sentimento de ser emigrante. Sentir a falta dos cheiros e dos sabores, das cores (continuo a defender que o céu aqui tem um azul diferente), do pôr-do-sol sobre o mar, dos cacilheiros no Tejo, dos vendedores de castanhas quando chega o Inverno, dos pastéis de Belém, do Chiado, das bicas, do sol que já aquece na Primavera, da luz, do fado, dos santos populares. Mesmo que algumas dessas coisas me tenham sido algo indiferentes do lado de cá da fronteira, (como as festas em Junho, das quais nunca fui fã), ou algo tão simples como chegar a um café e pedir uma bica e um bolo de arroz.
Não é ser nostálgico, pelo menos não no sentido deprimente da questão. Eu chamar-lhe-ia apenas o reconhecimento daquilo a que antes não dava valor. (Era apenas uma coisa que estava ali, sempre que eu quisesse. Afinal, o Chiado é já ali e o Tejo é só mais um rio.) Também não é ficar preso a um Portugal que se deixa para trás, que isto há muito mundo para viver e as fronteiras já não são o que eram. Talvez seja só aquele sentimento que aparece quando o dia está cinzento e chove para caraças (que é muito mais expressivo do que dizer que chove muito) e se pensa como àquela hora, neste cantinho à beira-mar plantado, o horizonte teria uma faixa cor de rosa como que a prometer mais um dia de sol.

Pode passar muito ou pouco tempo, podem-se trazer na bagagem as maiores e melhores aventuras, e conhecer os lugares mais fantásticos, mas é sempre bom voltar a casa. Mesmo que seja para voltar a partir.

domingo, 23 de janeiro de 2011

O exemplo que vem do frio

A Pública da semana passada publicou um artigo muito interessante sobre "O segredo dos melhores países do mundo", uma visão sobre as políticas seguidas em países como Noruega, Finlândia, Suécia e Dinamarca. Aproveito o facto de hoje ser dia de eleição de mais um presidente, para deixar aqui o link. Os nossos políticos bem que podiam tirar umas ideias!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

It's friday I'm in love...

Interrogo-me se o resto das pessoas com quem me cruzo também vai vivendo quase em contagem para o fim de semana ou se isto é um sinal de que devo mudar de vida.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Os meus genes de revolucionária sentem-se quase ofendidos com notícias destas

O Público publicou hoje esta notícia no seu site:

O que eu gostava mesmo de saber é quem são estas 1002 pessoas que responderam ao inquérito. Terão todas vivido antes de 1974 para conseguirem ver a diferença? Ou já não se lembram? Acharão, por acaso, que existiam as mesmas oportunidades que estão hoje disponíveis? Ou que a classe média como hoje a conhecemos podia dar-se ao luxo de fazer o que hoje se considera mais ou menos normal? Não consigo entender como se pode idolatrar um regime que mantinha os cofres cheios à custa da miséria de um povo analfabeto e atrasado. E já nem falo da liberdade e da democracia.
Ler os comentários, então, é ainda mais desesperante. Este saudosismo pelo “tempo do Dr. Salazar”, como já ouvi nesse antro de cultura popular que são os autocarros, não só me deixa incrédula como consegue lascar a confiança que vou mantendo no meu país.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O meu plano de viagens também precisava do FMI...

Eu devia era ter arranjado um emprego que me pagasse para viajar pelo mundo, assim ao género daqueles programas de viagens que passam na televisão, por exemplo. (Claro que a alternativa de me sair o Euromilhões era extremamente mais apelativa, mas também bastante remota.) É que vai-se a ver e passou quase um quarto de século e o número de carimbos que faltam no meu passaporte está longe de se aproximar de um terço daqueles que mentalmente marquei como essenciais (notem bem, essenciais, é que há muitos mais que me "faziam falta")! Acho que tenho de iniciar um "plano de emergência" para resolver esta situação...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Acho que sou a única pessoa na blogosfera (se é que me posso incluir neste grupo) que não viu os globos de ouro/não comentou os vestidos dos globos de ouro/não sabe quem ganhou os ditos. Sou uma excluída da sociedade, é o que é.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Coisas-que-não-percebo ou as-preocupações-de-quem-tem-passe-de-metro

Por que razão as pessoas que não vão sair senão daí a várias estações fazem questão de se amontoar (é que já nem é outro termo...) junto à porta? Não sei se é alguma fobia da zona central da carruagem, mas que é chato, é, especialmente quando até há quem vá sair nessa precisa paragem, tendo, para isso, de lutar contra ventos e marés para atingir a saída. Não sou de intrigas (queria incluir esta expressão, achei que aqui era a oportunidade ideal), mas há dias em que se me concentrar até consigo ouvir aquela música divina, ao jeito de efeito especial, quando consigo chegar à plataforma. É uma luta diária. Sempre com as respectivas reflexões sociológicas, pois claro, que isto de frequentar o maravilhoso mundo dos transportes públicos traz-me estas belas questões existenciais. E davam um blog só para elas, ó se davam (já quanto ao interesse das mesmas, não me pronuncio)!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Constatação da semana (sim, acho que é merecedora mesmo sendo ainda quarta-feira)

Nem todos os homens ficam bem com barba de 3 dias. Há uns que apenas ficam com aspecto de quem não tomou banho. Tsc tsc.
E pronto, esta informação foi essencial, eu sei.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Aeroporto-partidas


Adoro sempre que o meu caminho se cruza com o caminho indicado pela placa "Aeroporto partidas". Sou invadida por uma sensação pré-viagem incrível, assim ao jeito do efeito placebo no seu melhor. Eu adoro aeroportos! Ter o mundo debaixo do mesmo tecto e lado a lado passageiros que vão para pontas opostas do mundo mas que, por breves instantes, partilharam o mesmo espaço. Gosto de ver os painéis que colocam seguidos destinos tão diferentes como Zurique, Londres, Paris, Nova York, Luanda,… e de olhar para os aviões que descolam e imaginar para qual deles se dirigem. Entretanto a placa seguinte já não indica o aeroporto e o meu cérebro começa a voltar à realidade. Aí é uma espécie de desalento que se apodera de mim. E vem-me sempre a ideia “e se um dia eu decidir continuar em frente e ter a minha própria partida?”. Mas depois passa-me. E acho que só mesmo eu pensaria tudo isto ao ler uma simples placa.

(imagem daqui)

sábado, 8 de janeiro de 2011

Há coisas que me ultrapassam

E uma delas é haver conferências às quais gostaria de ir e que custam mais de 2 mil euros. Não estou a ver qual a sabedoria que hão-de transmitir, num dia, que valha esse preço...

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Passou um ano e para mim foi ontem

Nos mesmos lugares misturar-se-ão hoje pessoas de agora e de então como se 2 universos se tivessem juntado e pudéssemos ver, ao mesmo tempo, um passado que partilhámos e um presente que ignora que um dia estivémos lá. Serão outros a percorrer os espaços que um dia já foram nossos e, quem sabe, a ganhar os hábitos que desenvolvemos com o tempo.
Estará tudo igual, como se nunca lá tivéssemos estado. Mas para nós nada será o mesmo, porque há um ano atrás começámos a maior e melhor viagem das nossas vidas. Onde passámos a acreditar em nós e no nosso trabalho. E fomos (somos) a melhor das equipas.
Talvez venhamos a falar apenas 5 vezes por ano, mas sei que haverá um dia em que o sonho nos voltará a juntar e aí será como nunca tivéssemos vindo embora. Entretanto? Teremos sempre a nossa banda sonora! Não deixa de me surpreender as memórias que uma música traz!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Livrarias

Gosto de livrarias antigas. As estantes de madeira, o cheiro dos livros, o ranger do soalho. É um ambiente acolhedor, quase familiar. E como é bom deambular pela loja e não ter os expositores de metal com luzes berrantes e a confusão de grandes cadeias. É apenas e só uma espécie de biblioteca à nossa disposição. Onde o funcionário da loja trabalha lá há décadas e conhece cada canto, cada livro, cada história da casa ao longo dos anos. É tudo mais personalizado, mais íntimo, mais especial. Gosto.

(imagem retirada daqui)

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Etiqueta 101 (one-oh-one)

A quantidade de pessoas, hm...estranhas que pululam no metro de Lisboa surpreende-me. Ou sou eu que tenho muito azar, pronto, pode ser isso. Ah, e já agora, não sei quanto a vocês, mas é simpático não espirrarem ou tossirem os pulmões para cima das outras pessoas... Eu já sou pouco hipocondríaca e depois ainda fico a pensar na quantidade de germes que transporto para casa todos os dias e nas respectivas maleitas que podem trazer. Até posso ficar imune a muitas doenças, com a prática, mas entretanto vou-me arrastando com os sintomas e fico a respirar a meio gás. Olhem que não dá jeito.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Não há nada como pensar nas férias para começar bem o trabalho!

Quero que 2011 me traga a concretização de muitos projectos pendentes. Um deles, é este:


É que há sempre mil razões para voltar aqui


Lá dizia Samuel Johnson que "when a man is tired of London, he is tired of life".

domingo, 2 de janeiro de 2011

Estava eu tão bem no sossego do meu sofá e amanhã lá volta a rotina. Não há respeito.