sábado, 14 de janeiro de 2017

Último dia em Cracóvia - Auschwitz e Birkenau

O último dia completo em Cracóvia foi dedicado à visita de Auschwitz e Brikenau. Para rentabilizar o tempo decidimos recorrer a uma agência (Krakow Direct) e não temos razões de queixa: foram buscar-nos à hora marcada à porta do hotel e no final do dia trouxeram-nos de novo num mini bus com lotação máxima de 10 (?) pessoas. Durante a viagem de ida passam um pequeno documentário onde é possível ficar a conhecer um bocadinho mais da história (e do horror) dos campos, o que acaba por ser uma boa introdução e uma forma de aproveitar o percurso de carro (um pouco mais de 1hora).
À chegada a Auschwitz, o guia dá-nos autocolantes com o número do nosso autocarro e juntamo-nos a outros grupos para a visita guiada (cada pessoa recebe auscultadores, o que facilita bastante na hora de ouvir as explicações do guia). Preparem-se porque o campo está CHEIO de gente (e estava um frio do caraças, imagino no verão!): a fila para a segurança demorou uns 30 minutos, os grupos são demasiado grandes e o ritmo é bastante rápido (ou pelo menos eu achei). A minha primeira impressão do campo foi a de que era muito mais pequeno do que eu o imaginava depois de tantos filmes e documentários! Ouvimos histórias de pessoas com um nome e um rosto enquanto atravessamos celas solitárias, caves sem luz, corredores com imagens de prisioneiros, contentores de sapatos, roupas e cabelo (!) humano. Apesar de cheio, só se ouvem os passos das pessoas a andar nos corredores, na terra batida, nas pedras. É como se tudo fosse um constante murro no estômago e é por isso que apesar de ter tirado fotografias a cores (estava um dia lindo de sol!), decidi que ia ilustrar este post apenas com as minhas fotografias a preto e branco.


Depois de um intervalo de 15 minutos para almoço (aconselho a levarem o vosso almoço, as filas são intermináveis!), fomos para Birkenau, um campo cuja visita se faz totalmente ao ar livre e onde os edifícios não estão tão preservados. E se Auschwitz me pareceu mais pequeno do que imaginava, Birkenau esmaga pela dimensão, a um nível que eu não pensava encontrar. Para qualquer lado que se voltem só vêem ruínas de chaminés, a perder de vista. Aqui não havia auscultadores e nem sempre era fácil ouvir o guia, mas o simples passeio pelas ruínas do edifícios e a dimensão do campo faz a visita.

(For ever let this place be a cry of despair and a warning to Humanity, where the Nazis murdered about one and a half million men, women, and children mainly Jews from various countries of Europe. Auschwitz-Birkenau 1940-1945)

Foi um dia longo mas sem dúvida que a visita vale a pena. Como dizia o guia no final da visita a Auschwitz, toda a gente a deveria fazer uma vez na vida. Porque "quem desconhece a história está condenado a repeti-la".

domingo, 1 de janeiro de 2017

sábado, 31 de dezembro de 2016

Adeus, 2016

2016 foi provavelmente o ano mais longo e mais curto de sempre: se por um lado aconteceram mais coisas do que em qualquer outro ano, por outro passou tudo incrivelmente depressa! O ano que agora termina foi sobretudo rico em viagens e de férias ou em trabalho foram cerca de 59 voos, o que me parece difícil de bater nos tempos mais próximos (mas never say never). Regressei às Midlands, fui a Munique e à Baviera, passei por Darmstadt e Mainz, fui várias vezes a Londres a partir da Alemanha, conheci Riga, fui numa viagem de trabalho a Amesterdão, vivi a América profunda no Colorado, conheci Hamburgo, Turim, Viena. Regressei à América para me voltar a apaixonar por New York City e render-me à história de Washington DC. Fui pela primeira ao México, voltei a Munique e às Midlands, passei por Liverpool, Cotswolds, Edimburgo, Cracóvia. Tornei-me frequent flyer (e possivelmente ainda mais picuinhas). Mas nem só de viagens se fez o ano. Tive oportunidade de conhecer um dos meus heróis e tenho uma fotografia para a posteridade. Ganhei um prémio. Mudei de emprego. Mudei de país e regressei à ilha do meu coração. Fiz novos amigos (e, talvez o mais importante, não perdi nenhum). Percebi que 2016 me trouxe a capacidade de apreciar as pequenas coisas e estou muito contente com isso. Partilhei a sala com o Jeff Bezos, o Elon Musk, o Buzz Aldrin e o Charlie Boulden (#geekalert), mas não falei com nenhum deles. O Tim Peake foi ao meu emprego (oh, as vantagens de ser civil servant) e tirei mais fotografias que uma turista japonesa. Comecei a (re)aprender Francês. Portugal foi campeão da Europa e eu não pude ir ao Marquês.

2017 vai trazer-me os intas (glup) mas também tudo aquilo que semeei em 2016 e só por isso acho que vai ser um ano em grande. Haja então saúde e dinheiro para (mais) viagens.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Cracóvia - o castelo, Schindler e as minas de sal

No segundo dia começámos por conhecer a zona do castelo. Não entrámos no palácio mas visitámos a catedral (onde não se podia fotografar). O frio era tanto que era impossível tirar as luvas!

Tínhamos a visita às minas de sal marcada para a tarde mas antes queríamos visitar a fábrica de Schindler e para conhecer melhor a cidade decidimos ir a pé.
Pelo caminho encontrámos esta ponte super original com esculturas presas aos cabos, a representar diferentes desportos.
Entrámos no bairro judeu e seguimos os sinais até à fábrica de Oscar Schindler. A fábrica é hoje um museu e sem dúvida que vale a pena a paragem se visitarem a cidade: com imensa informação e um excelente trabalho para recriar o ambiente político que se viveu até ao rebentar da guerra, a guerra, as perseguições e o trabalho de Schindler. Quase todas as salas tinham sons da época que pretendiam retratar e o som das sirenes e dos tiros foi algo que mexeu comigo.
Para as minas de sal escolhemos uma visita guiada (usámos a empresa See Krakow que nos foi buscar à porta do nosso hotel e tratou de tudo por nós). Apesar de ser um bocado claustrofóbica não me custou visitar a mina e só me fez impressão o elevador que se usa para subir à superfície porque é muito pequeno e vem demasiado cheio (e, pronto, não parece lá muito resistente ahah). Vamos ao overposting de fotografias...
(pelos vistos há quem organize eventos na mina!)
O próximo post trará uma das razões me fez escolher Cracóvia: Auschwitz e Birkenau.