sábado, 24 de junho de 2017

Ópera em Londres

Fui ver La Traviata e venho de lá com vontade de coleccionar todas as óperas em Londres! A Royal Opera House é lindíssima e se conseguirem planear com a antecedência devida (ou ter MUITA sorte para encontrar bilhetes de última hora), vale bem a pena o programa!
O edifício fica em pleno Covent Garden e tem vários restaurantes (ou pelo menos salas diferentes) onde se poder comer ou apenas beber um copo antes do espectáculo. Nós optámos por comer antes de lá chegar mas se calhar na próxima vez experimento marcar uma mesa nesta zona:
Não fazia ideia que a ópera fosse tão grande nem que oferecesse muito mais do que uma sala de espectáculos! Ah, e apesar de o site dizer que não há dress code, a verdade é que a maioria das pessoas se veste de forma formal pelo que não recomendo que apareçam lá de ténis ou calções...
E como teaser, deixo-vos a música mais famosa da obra cantada por um cast mais antigo:

terça-feira, 20 de junho de 2017

Oxford e as suas tradições

Chega Junho e é vê-los nas lapelas de qualquer estudante com sub fusc: brancos, rosa ou vermelhos os cravos são parte da tradição. E o que é isto? Na Universidade de Oxford os alunos devem usar sub fusc para os exames: camisa branca, calças ou saia pretos, capa preta e gravata/ laço branco ou preto ou 'ribbon' preto. Há toda uma diferença entre graduates, commoners e scholars, o que se traduz em diferente comprimento e/ou feitio da capa.
(foto daqui)

Apesar de não fazer parte do dress code, os cravos tornaram-se tradição e os estudantes usam um branco no primeiro exame, um vermelho no último e um cor de rosa nos exames 'do meio'. Os exames são feitos na Examination School (ou seja, são feitos de forma 'centralizada' e não em cada college), o que resulta numa romaria de estudantes em plena High Street (excelente oportunidade para fotografias turísticas!).
O último exame do curso tem direito a 'trashing': os amigos do finalista esperam por ele/ela nas traseiras da Examination School com confettis, espumante, balões e tudo aquilo que puder deixar o cabelo pastoso e o subfusc com um ar muito pouco apresentável.
(fotos daqui)

Há uns tempos houve um votação para abolir o sub fusc dos exames mas, ao contrário de Cambridge, Oxford preferiu manter a tradição. E tirando em dias de calor como os desta semana, até me parece uma óptima forma de não pensar muito no que vestir...

quarta-feira, 14 de junho de 2017

A caminho


Dos 30 e de mais uma viagem. Vai haver Sacher e prosecco e Mozart. E muito, muito para celebrar.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Day trip to... Tallin

Estando em Helsínquia não dá como não planear um pulinho até à vizinha Estónia para conhecer Tallin (e pisar 2 países num só fim de semana, pois claro).
Comprámos bilhete uns 2 dias antes e escolhemos a empresa Tallink Silja Line tendo em conta os horários que ofereciam. Havia outras opções com umas míseras 2 horas em terra mas achámos que isso não servia para nada. A Tallink Silja Line oferecia um ferry às 10:30 (com chegada a Tallin às 12:30) e regresso às 16:30 e os bilhetes custaram cerca de 50 euros (por pessoa, ida e volta). Ao todo estivemos 4 horas em Tallin e apesar de não parecer muito, deu para ter uma ideia da cidade, passear pelo centro, almoçar com calma e fazer as comprinhas da praxe (apaixonei-me pelos gorros e tive que trazer um!).
O barco parte do terminal Oeste de Helsínquia (e não naquele que fica mesmo no centro!),  o que acabou por ser bom para nós dada a localização do nosso hotel. É preciso levantar os bilhetes no terminal e 'fazer o check-in' pelo que convém chegar dentro do tempo recomendado (uns 45min antes da partida).
Os barcos são MUITO maiores do que eu estava à espera e são um verdadeiro mundo, com restaurantes, lojas e entretenimento. Experimentámos ambas as versões (Star e Megastar), que são os 2 modelos de barco disponíveis na rota e se poderem escolher recomendo o Megastar por ter mais sítios para sentar sem ser em zona de restaurantes (e já agora, por ter melhores restaurantes também).
Quando chegam a Tallin, o barco pára no terminal D (acho que não é o "principal") que fica a uns 15-20 min a pé do centro (não é nada difícil chegar lá porque estão sempre a ver os tectos das igrejas, óptimo ponto de referência, para além de seguirem os restantes 'companheiros' de viagem que também vieram no ferry).
Não seguimos propriamente um roteiro ou um percurso pre-definido, acho que a piada de Tallin é mesmo perderem-se nas ruas e ruelas. Para compras, apaixonei-me por uma loja na rua Pikk com imensos produtos artesanais e onde passei hoooooras a tentar decidir que gorro ia comprar (e depois de vir de Helsínquia, tudo parece baratíssimo!).
Não é um sítio fofinho?

terça-feira, 6 de junho de 2017

Quando tens amigos pelo mundo

Mais cedo ou mais tarde chegam os 'casamentos pelo mundo' e em 2017 temos logo dois. Em Agosto rumamos ao sul de França (ohlala!) e em Dezembro temos agendada uma experiência inesquecível:
Que comecem os planos de viagem!

domingo, 4 de junho de 2017

Helsínquia e Tallin - parte 1

Esqueci-me que antes dos posts da Escócia temos a viagem que fiz com uma amiga a Helsínquia e Tallin. Estes fins de semana prolongados surgem da minha incapacidade de estar sossegada durante muito tempo e de desafiar amigos pelo mundo a juntarem-se à minha loucura. Foi assim que de uma lista enorme de destinos de fim semana, escolhemos Helsínquia com day trip a Tallin - fácil de chegar a partir de Londres e de Berlim, onde nenhuma de nós tinha estado e não muito caro: win!

O itinerário ficou bem simples:
Dia 0 - Chegada a Helsínquia à meia noite (!) e transporte para o hotel. Fomos de táxi e custou uns 20 e poucos euros, acho.
Dia 1- Helsínquia (centro)
Dia 2 - Tallin
Dia 3 - Manhã em Helsínquia para passear na zona de Lapinlahti, Temppeliaukio kirkko e Sibelius monument) e regresso a casa

Ficámos hospedadas na zona de Kamppi, a uns 10 minutos do centro da cidade o que acabou por se revelar uma óptima opção porque tínhamos supermercado mesmo à porta e o melhor nepalês de sempre (deu um jeitão no dia da tempestade de neve em que não apetecia nada ir ao centro comer...).
No primeiro dia começámos por explorar o mercado junto ao rio onde abrimos logo as hostilidades na compra de souvenirs!

O dia não estava propriamente ensolarado e o vento não ajudava o passeio pelo que todas as oportunidades para entrar dentro de igrejas, lojas ou cafés eram sempre muito bem vindas!
Decidimos subir até à Uspenski Cathedral (entrada gratuita) onde de bónus tivemos a melhor vista sobre a catedral emblemática da cidade (e onde tirámos umas 50 mil fotografias).
Seguimos depois pelo porto em direcção à catedral porque turista que é turista não pode perder 'A' atracção da cidade visita!
Voilà!
(a vista da praça a partir dos degraus da catedral)
Apesar de imponente quando vista de fora, a catedral por dentro é surpreendentemente pequena!
Tickada parte da checklist do turismo, fomos até ao Old Market Hall para almoçar e explorar todas as opções gastronómicas originais da cidade (kebab de rena? urso? tell me more!)
(melhor sopa de peixe de sem-pre!)
A tarde trouxe uma tempestade de neve e por isso procurámos abrigo nos centro comerciais (nunca perdemos uma oportunidade de ir às compras) até abancarmos num café a beber chocolate quente e ver a neve cair lá fora.
O jantar foi no Mount Everest Kamppi, mesmo pertinho do hotel. Ficámos tão fãs que voltámos no dia seguinte!