quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Viagem aos Estados Unidos - Las Vegas

A nossa aventura pelo Oeste americano começa aqui: Las Vegas, o sítio que tem de ser visto para se acreditar que existe mesmo.
Chegámos a meio da tarde e o plano era apenas tomar banho, dar uma voltinha pela Strip e chegar a tempo da nossa marcação no Olives do Bellagio. Se puderem, marquem de forma a ver o pôr do sol, não há vista melhor sobre o lago! Não levei a máquina na primeira noite mas tirei milhares de fotos com o telemóvel e fiz centenas de vídeos, senti-me uma criança na Disneyland!

 




O segundo dia começou com um breakfast buffet, provavelmente a coisa mais famosa na cidade a seguir ao casino. Cada hotel oferece buffets 'all-you-can-eat' que são autênticas refeições, é só escolher um que se adapte ao vosso gosto (e à vossa carteira) e estar disposto a esperar numa fila... Não me lembro ao certo que hotel escolhemos (em minha defesa, eles parecem todos um bocado iguais a partir de uma dada altura) mas foi mais pela experiência e por ser uma solução 'práctia' para tomar pequeno almoço e almoço num combo 2 em 1 do que propriamente por ser um 'programa' que faça o meu estilo. O resto do dia foi passado à descoberta da Strip. Estava taaaanto calor que era muito difícil andar na rua sem entrar nos hotéis de tempos a tempos para aproveitar o ar condicionado. Cada hotel é mais extravagante do que o seguinte: temos fake Venice, fake Rome, fake Paris, fake Egypt... fake everything! Vale a pena entrar em cada um deles, até porque os hotéis em Vegas são muito mais do que um simples hotel: têm zonas de casino a perder de vista, lojas, restaurantes... um sem fim de entretenimento.
Se ficarem na pela Strip, não acho que seja preciso andar de 'tram', nós fizemos tudo a pé (chegámos ao fim do dia mortos, mas chegámos!).
Não acho que as fotos façam justiça ao ambiente da cidade, mas aqui vão elas:
O nosso hotel. Palavras para quê?
Sempre que atravessarem um hotel vão encontrar salas de jogo. Sempre. E vai ser difícil encontrar a saída (espertos!)
Existem várias 'pontes' para atravessar a Strip e várias ligações entre hotéis. Algumas oferecem verdadeiros 'miradouros' sobre a cidade!
Fake Venice! Fiz questão de tirar foto para comparar com a 'real Venice' do próximo mês
Fake Venice, por dentro
O canal existe não só no lado exterior como no lado interior do shopping!

Ao fim da tarde conseguimos (sem marcação) uma mesa para o Mon Ami Gabi, um restaurante francês mesmo em frente ao Bellagio e às suas fontes. Não há altura mais bonita para jantar na rua do que o pôr do sol! Recomendo imenso: o restaurante é excelente, com bifes óptimos, bom serviço e não é caro para o standard de Vegas. Não acho que tenha propriamente 'vista' sobre as fontes do Bellagio (porque tem a Strip no meio, com todas as palmeiras e os carros e as pessoas) mas ouve-se a música e consegue-se ver quando os jactos de água são altos, para além de que tem uma posição privilegiada na Strip!
O terraço Mon Ami Gabi (em...Paris?)

As fontes do Bellagio funcionam durante o dia mas é de noite que o espectáculo é mágico. Quando anoitece as fontes ligam-se a cada 10 ou 15minutos e segue-se uma nova coreografia acompanhada de uma música diferente. Perdi a conta ao número de vezes que assisti a este espectáculo de luz e cor, juro que vale muito a pena!
Fake NYC!
Toda a gente me perguntou o que achei de Vegas e a verdade é que recomendo imenso a visita. Não acho que valha a pena ficar durante uma semana (a não ser que vão para a party) mas 2 noites foi o tempo ideal para conhecer o espírito da cidade. Só não tivemos tempo de ir à Graceland Chapel, mas no último dia, e antes de devolver o carro, entrámos pelo norte da cidade e foi uma oportunidade a não perder. Passei o dia todo a cantarolar 'I know this chapel on the Boulevard we can go-o-o-o-o"!

domingo, 17 de setembro de 2017

Uma semana no Southwest Americano


Esta viagem surgiu porque em Agosto tive de ir em trabalho para o Utah, nos Estados Unidos, e num momento de inspiração/loucura decidi prolongar a estadia e aproveitar a oportunidade para riscar vários sítios da minha bucket list. Agosto não seria a data que escolheria para conhecer o Southwest (demasiado calor e muitas pessoas por causa das férias escolares) mas a verdade é que foi simplesmente espectacular. Antes de começar os detalhes de cada dia, vamos ao roteiro geral.

Dia 1: Voo de Salt Lake City para Las Vegas ao início da tarde. Chegada a Vegas pouco antes das 4 da tarde (ganha-se 1hora com a mudança de fuso horário). Escolhemos ir de taxi para o hotel porque estávamos mesmo ao pé do aeroporto (que fica mesmo ao fundo da Strip). Passeio pela Strip e jantar no "Olives" do Bellagio com direito a vista privilegiada sobre a fonte e os seus famosos espectáculos!
Dia 2: Passeio pela Strip, muitas fotos, casino, compras... Jantar no Mon Ami Gabi, mesmo em frente ao Bellagio.
Dia 3: Alugámos um carro no aeroporto de Las Vegas e começámos o percurso para o Grand Canyon. Fizemos parte da Route 66 e parámos em Kingman onde almoçámos num diner muito vintage, Seligman e finalmente Williams, onde íamos passar a noite. Chegámos cedo e deu para dar uma voltinha, jantar e fugir da trovoada que desabou sobre a zona!
Dia 4: Inicialmente tinha pensado passar 2 noites em Williams e fazer ida e volta ao Grand Canyon mas ainda é 1h30 de caminho, o que iria cortar bastante o tempo que podíamos aproveitar no parque. Foi por isso que após alguma pesquisa decidi marcar hotel em Tusayan, a 10minutos do parque e com shuttle frequente, perfeito para evitar as filas de estacionamento. Fica a dica, contudo, de que o alojamento no Grand Canyon é escasso e sobretudo em época alta exige que seja planeado com bastante antecedência (foi por isso que só consegui marcar uma noite não duas junto ao Grand Canyon...). Saímos então de Williams por volta das 7 da manhã, deixámos o carro no nosso hotel em Tusayan e apanhámos o shuttle até ao Grand Canyon onde passámos o dia inteiro.
Dia 5: Saímos de Tusayan e fizemos a Desert Drive (dentro do Grand Canyon National Park) a caminho de Cameron e do Monument Valley. Almoçámos no Cameron Trading Post, onde se começa a notar a influência indígena e continuámos até Monument Valley. Não há muita oferta hoteleira em Monument Valley por isso recomendo que tratem de tudo com antecedência. Consegui marcar um quarto no hotel em Mexican Hat, uma vila minúscula para lá de Monument Valley (cerca de 20 minutos de carro do parque em si), onde não havia mais nada para além do nosso hotel, uma bomba da gasolina e um restaurante. Decidimos descansar da viagem e aproveitar a piscina (quantas vezes é que podemos dar um mergulho numa piscina no meio do 'deserto'?).
Dia 6: Monument Valley teve direito a uma visita guiada de jeep (marcada com antecedência)  e que durou 2.5 horas. Almoçámos no hotel do parque (apropriadamente chamado de "The View") e seguimos para Page onde ficámos 2 noites em parte pelo que queríamos fazer na zona e em parte porque mudar todos os dias de hotel se torna cansativo (e férias merecem tempos mortos, não é verdade?).
Dia 7: Depois de muita pesquisa, marcámos uma visita guiada ao Antelope Canyon de forma a apanhar o final da manhã (e assim conseguir melhores fotografias!). Almoço em Page e visita ao famoso Horsehoe Bend, onde o Colorado river curva 180 graus! 
Dia 8: Saímos de Page logo de manhã a caminho do Zion National Park. Ficámos instalados em Hurricane, a cerca de 20-30minutos do parque em si, e muito mais barato do que Springdale, a 'gateway' tradicional. Para mariquinhas da condução como eu, recomendo que façam a aproximação a Zion pela estrada que atravessa Colorado City e não Mt Carmel Junction (esta última é uma estrada de montanha com túneis enormes e muito zigzag!). Conseguimos aproveitar uma tarde inteira em Zion, o que não é muito, claro, mas que nos deu tempo suficiente fazer alguns trilhos completos.
Dia 9: Saímos de Hurricane de volta a Las Vegas. Como íamos entrar na cidade pelo lado norte, quis parar na famosa Graceland Chapel (Elvis, anyone?) para tirar uma fotografia. Conduzir em Las Vegas não é para os fracos, por isso levem paciência e tempo extra, sobretudo se forem atravessar a cidade completa como nós fizemos, leva muito mais tempo do que imaginei, até porque com 7 faixas de cada lado e faixas que vos obrigam a virar à esquerda/direita/não virar acaba por não ser sempre possível ir para onde querem quando querem... Apanhámos o voo de regresso para Salt Lake City ao fim da tarde (por causa do trabalho, o voo de ida e volta para Londres tinha como base SLC). Noite num hotel do aeroporto.
Dia 10: Regresso a Londres.

Mais pormenores de cada dia e cada visita nos próximos posts!

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Um dia em Bratislava e o Musikverein em Viena

Viena e Bratislava são as duas capitais europeias mais próximas pelo que se visitam uma, vale muito a pena 'esticar' o programa até à outra. Depois de alguma pesquisa, percebi que Bratislava é uma cidade relativamente pequena e com menos oferta do que a vizinha Viena mas mesmo assim um destino bem simpático para um dia diferente.
É muito fácil chegar de Viena a Bratislava visto que há um comboio directo. Os bilhetes podem ser comprados online mas nós comprámos na estação mesmo, é só ir à máquina, escolher uma língua que entendam (felizmente não precisam de comprar tudo em Alemão!), escolher o destino final e voilà! Um bilhete de ida e volta para o mesmo dia custou-nos 16 Euros.
O 'senão' é que o comboio directo não sai de Wien-Mitte (a estação mais perto das 'atracções turísticas') mas sim de Wien Hbf (a estação 'principal') e que para nós ficou um bocadinho mais longe.
Chegados a Bratislava é possível apanhar um autocarro até ao centro ou andar uns 20minutos - escolhemos a segunda opção.
Depois, foi só mesmo andar sem rumo e dar uma voltinha pelo centro. Descobrimos um café giríssimo e um restaurante onde éramos seguramente as únicas pessoas não locais, boas opções para uma paragem estratégica. Só foi pena não ter apanhado um dia com menos nuvens mas não podemos ser esquisitos...
Tomámos um cafezinho no café/restaurante Fach (que escolhemos por ser giro, confesso, mas que se revelou com óptimos bolos!).
O almoço foi no restaurante Gatto Matto: bom, bonito e barato!
E o bom de uma cidade como Bratislava é que o centro é tão pequeno que não só se faz a pé como se pode ver com calma e com tempo para tirar todas as fotografias do mundo.
No final do dia, de regresso a Viena, risquei mais um programa da minha bucket list: assistir a um concerto no Musikverein (a mesma sala de espectáculos do famoso concerto de Ano Novo em Viena). Foi simplesmente espectacular! As fotografias do interior não ficaram famosas porque ou era proibido fotografar ou o meu telemóvel simplesmente não focou como deve ser... mais uma desculpa para voltar!



quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Casamentos pelo mundo #1

Paramos a programação habitual de roteiros e viagens para dar início à rubrica "casamentos pelo mundo". Amanhã parto para Toulouse para o que são 2 casamentos num só. É verdade, são duas festas para um só casal, com um dia dedicado à cerimónia civil e outro à cerimónia religiosa. São portanto dois vestidos, dois pares de sapatos, duas carteiras, dois tudo.... como se um não fosse difícil de encontrar! Agora a questão que se impõe é... haverá tempo para visitar a cidade?

Mais sobre Viena

O dia seguinte amanheceu nublado, perfeito para o dia 'cultural' que tínhamos à nossa frente. Começámos com a visita à Biblioteca Nacional, que fica junto ao palácio de Hofburg. Acho que é das bibliotecas mais bonitas que já vi, vale muito a pena a visita!
Aproveitámos a proximidade e entrámos no palácio em si. Não tenho fotos nenhumas do interior por isso não me lembro se não era permitido fotografar...
Parámos para um café no Café Central, um cliché (é mais ou menos como ir beber café à Brasileira no Chiado, ou seja, overpriced e nada de especial mas vale pela experiência).
A cada esquina Viena tem ainda pormenores únicos nos edifícios e que vale a pena registar.
Aproveitámos e visitámos ainda o Museu Albertina e a sua exposição "De Monet a Picasso". Em geral não sou pessoa de visitar museus com quadros e pintura mas adorei este, tanto pelo edifício em si como pela colecção incrível que mostra ao público, muito bom!
E claro que nenhuma visita a Viena estaria completa sem um lanchinho na Demel, a pastelaria mais famosa da cidade.
E assim chegámos ao fim de mais um dia em Viena. O seguinte (e último) terá a nossa day trip a Bratislava, não percam os próximos capítulos que logo, logo vem aí 'A' viagem aos States!