segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Hasta luego

Check in feito (spot preferido no 747, yey!) e mala (quase) pronta, aqui vamos nós atravessar o oceano para mais uma aventura. Agora só volto em Outubro e o blog vai tirar umas férias (a não ser que eu consiga ter um tempinho para vir aqui, o que duvido).
Hola México!

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Há música na cidade

O Sheldonian Theatre é o cerimonial hall da Universidade de Oxford mas nos seus tempos livres funciona como sala de espetáculos da cidade inteira. Mais do que comprar um bilhete para visitar o edifício no meio de um grupo de turistas, o melhor é mesmo comprar um bilhete para um dos muitos espectáculos que por lá acontecem. Para fãs de música clássica, então, o difícil é escolher. Fui acompanhar amigos a um solo de violino e outro de piano mas o que eu gosto mesmo é de orquestras... e o calendário de Outubro vai fazer-me a vontade! 


Bem queria mostrar aqui as fotografias que tirei antes do último concerto mas como o meu telemóvel tem uma câmara péssima vai ser preciso recorrer à internet:



(Ah, e claro, já tenho bilhetes para os carols de Natal!)

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Começar bem a semana

No trabalho tivemos uma reunião para preparar a ida ao Mexico (com tudo o que tenho por fazer já nem me lembrava que é este mês!). Não faço ideia do tempo que vou ter para turistar por isso vou sem expectativas - aliás, o que me é mais apelativo neste momento são as 10 horas de voo sem internet que vou ter e o Out of Office a avisar da diferença horária e eventuais problemas de ligação (deixem-me sonhar que isto vai ser uma espécie de 'férias' dos emails que recebo do pessoal daqui).
Para além disso, assim que cheguei a casa marquei uma semana de férias em Lisboa mesmo a tempo das castanhas (que eu não como, confesso, mas há poucos cheiros tão acolhedores como este quando se passeia por Lisboa no inverno). E vai haver pão a sério e café e bolos de arroz e amêijoas junto ao mar e a luz de Lisboa, mesmo que seja inverno e chova e faça frio, não quero saber.



Por Skype estão também a ser processadas mais duas viagens antes de acabar o ano.


No início de Dezembro será finalmente a altura da Polónia (três palavras para todos os que perguntam "mas então não é super frio?" e coisas do género: mercado de Natal!) e para queimar os últimos cartuchos antes da passagem do ano (não gosto de viajar nessa altura) ainda estamos em negociações.
Com Segundas assim até se começa melhor uma nova semana.

domingo, 11 de setembro de 2016

Blackwell's

A Blackwell's é provavelmente a livraria mais icónica de Oxford. Como parte da iniciativa Oxford Open Doors, uma semana em que imensos museus ou até edifícios normalmente sem acesso ao público estão abertos gratuitamente, a Blackwell's ofereceu visitas aos seus bastidores. E pessoas, quando se entra no Poet's Corner e se passa a porta normalmente reservada a "staff only"é como se fosse outra vez 1879 e o Sr Blackwell em pessoa nos tivesse deixado entrar no seu escritório. 

(foto tirada num dia de sol - e ainda bem, é que a chuva não deu tréguas no dia da visita!)

O Poet's Corner, no 1º andar, com uma estante da livraria original.




O escritório 



A visita é curtinha mas é uma oportunidade de ver e conhecer a história da livraria a que não se tem acesso no dia a dia. Depois, decidi perder-me nos vários pisos, folhear novidades, passear pelo meio dos clássicos... Uma hora e 50 libras em livros mais tarde, saí. Não podia haver sítio melhor para passar uma tarde de chuva!

sábado, 10 de setembro de 2016

What is your story?

Apesar de viver em Inglaterra, a verdade é que fora do trabalho estou muito mais vezes acompanhada por estrangeiros como eu do que por ingleses. Foi assim na Alemanha, foi assim na Holanda, mas só agora, na minha segunda era no Reino (Des)Unido é que percebi que esta coisa de ser expat (ou emigrante, na versão menos chique) é viver num espaço-tempo muito próprio. Na expat-land o tempo é infinito: é só clicar no 'pause' e podemos primeiro acabar esta formação, aceitar aquela promoção do outro lado do mundo ou viver uns tempos no país X porque sempre nos pareceu uma boa ideia. O que toda a gente se esquece é que quando voltamos a clicar no 'play' o mundo 'normal' avançou no calendário (e a nossa idade também...), a nossa família e os nossos amigos back home viveram sem nós e mesmo os amigos que estão numa bolha-expat diferente da nossa viveram noutro espaço-tempo. Independentemente de sermos melhores amigos, continua a ser preciso fazer a conversão do tempo que se viveu em cada bolha, tal e qual como se converteriam os anos em diferentes planetas, a diferença é apenas se isso é mais ou menos rápido. E é talvez por vivermos em bolhas que os expats são conhecidos, lá está, por expats, como se ser expat fosse uma espécie de dupla nacionalidade e precisasse de um nome específico. Estas reuniões de expats são muitas vezes vistas como outra forma de dizer 'amizade para encapotar a solidão' e na maior parte dos casos só posso concordar. Há grupos que se formam apenas e só porque se vive no mesmo sítio na mesma altura mas às vezes (one in a million chance, é certo) o que nos traz ao mesmo sítio na mesma altura pode ser em si mesmo uma afinidade considerável. Mais do que um emprego ou uma morada num país diferente, foi todo um conjunto de experiência e decisões até chegar aqui - não partilhamos apenas o facto de vivermos no mesmo sítio ao mesmo tempo, partilhamos a mesma história. E é por isso que que a pergunta "so, what is your story?" fez todo o sentido. E a minha é demasiado grande para este post.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Cotswolds day trip

Cotswolds é uma região em Inglaterra que abrange vários counties, mas é sobretudo formada por partes de Oxfordshire e Gloucestershire. Conhecida pela sua lã (porque obviamente que campo inglês que se preze tem de ter ovelhas) e campos de lavanda (que infelizmente já tinham sido cortados, oooooh), a região estava na minha lista de sítios a conhecer há imenso tempo. Há imensas aldeias e vilas que formam os Cotswolds e o carro é mesmo a melhor opção para poder andar de um sítio para o outro (e para muitas aldeias, é mesmo a única forma de lá chegar!). 
Acho que é perfeitamente possível fazer a visita num dia porque, sejamos francos, não há propriamente museus ou muitas coisas para visitar, mas eu juro que é absolutamente mágico passear por sítios que continuam como eram há cerca de 100 ou 200 anos atrás. E depois porque se sente que se está num cenário de um filme, com todas as cottages (ou mansões, já que existem os 2 extremos) e paisagens que parecem saídas de um postal. Claro que não fui a única pessoa que pensou nisso e há várias séries e filmes que têm cenas filmadas na região (incluindo a famosa Downton Abbey). E antes que fiquem com a ideia que a zona tem apenas ovelhas e cottages no meio do campo, fica só o disclaimer que o turismo está bem presente e é possível ficar em hotéis bastante posh, com spa e limusine e tudo e tudo. Há aldeias mais e menos turísticas, como vou mostrar neste post, mas é sem dúvida um sítio popular para casamentos e férias de campo (haja dinheiro para os pagar), embora mantendo a sua pacatez - e sim, é possível passear por sítios onde não se encontram mais pessoas!
E feita a introdução, fiquem com uma overdose de imagens campestres que fizeram a alegria desta fotógrafa de fim de semana.

Começámos o dia em Asthall Manor, a antiga casa das irmãs Mitford em Swinbrook. Uma delas era escritora (The Pursuit of Love, Love in a Cold Climate) mas confesso publicamente a minha ignorância, desconhecia até ter ido passear para aquela zona... A igreja da aldeia tem uns túmulos bastante originais: as estátuas estão tal e qual como se estivessem a posar para a fotografia!
De notar que a estrada que nos leva a esta aldeia é quase toda assim. E sim, tem 2 sentidos. (Mas não se preocupem que as estradas entre aldeias são maiores, caso estejam a pensar conduzir, sem medos!)
A paragem seguinte foi em Burford, uma aldeia com mais de 1200 anos (!) e que prosperou devido ao negócio da lã. Já faz oficialmente parte dos "Cotswolds' e tem vários pubs e lojas, pelo que é óptima para se abastecerem de coisas essenciais como café (começámos cedo....) ou comida.
Continuámos para Tanyon (que tem o mesmo nome da pedra que se usa em toda a região, ligeiramente amarelada) mas apenas de passagem. E eis a única fotografia tirada de dentro do carro que ficou minimamente decente para aparecer aqui no blog (julgo que foi tirada por lá, mas não tenho bem a certeza):
A paragem seguinte foi Burton on the Water, provavelmente o sítio mais conhecido e turístico de toda a região. Estava CHEIO de gente, sobretudo quando comparado com as aldeias sem ninguém por onde tínhamos acabado de passar, mas mesmo assim adorei. E foi a vila que me permitiu tirar um sem número de fotografias cliché, só por isso está perdoada ahah.
Descobrimos que as corridas de patos de borracha são uma coisa muito típica por estes lados. Basicamente, paga-se 1 libra para se escolher um número de um pato de borracha e à hora pre-definida toca uma sineta que anuncia que todos os patos de borracha vão ser lançados à água: o primeiro que passar a meta, ganha 5 libras. Podia dar-lhes para pior, acho eu...
Continuámos para Lower Slaughter e Upper Slaughter, mas parámos apenas em Lower Lower Slaughter que estava decorada para um qualquer festival que iria acontecer daí a alguns dias. O moinho pertencia a um negócio de milho e é hoje um museu e uma loja. É inacreditável a tranquilidade que se respira nesta aldeia!
Adorei o pormenor de terem transformado as cabines telefónicas em desfibriladores, não só aqui mas em todas as aldeias por onde passámos, não é super original?
A paragem para um almoço tardio foi em Stow-on-the-Wold, a vila 'where the wind blows cold' e que mantém as feiras bi-anuais (12 de Maio e 24 de Outubro) criadas por Edward IV em 1476 (!). Foi aqui que apanhei a molha da minha vida: de um momento para o outro choveu como nunca tinha visto, formaram-se autênticas cataratas do Niagara do nada e a única solução foi mesmo ir de varanda em varanda até ao carro. Mesmo molhada até aos joelhos achei que a situação merecia uma fotografia (e nesta altura ainda não era nada).
Entre e a a próxima paragem choveu tanto mas tanto que durante alguns minutos não se via absolutamente NADA à nossa frente. Foi nessas condições que passámos por Stanway e Stanton, onde nos cruzámos com umas pobres almas que faziam caminhada.
As coisas melhoraram quando atravessámos Broadway (que significa, literalmente, 'caminho largo') mas não chegámos a sair do carro. Mas eis que depois da tempestade surgem as cores mais maravilhosas, mesmo a tempo de aproveitarmos a vista da Broadway Tower. A torre foi construída pelo Earl de Coventry com o objectivo de aproveitar a vista - um folly, como é conhecido, era muito usado com esse propósito e realmente depois de estar ali percebo perfeitamente o Earl!
Continuámos a visita até Snowshill (que ganhou o nome por causa de ser, supostamente o sítio mais frio da região - diz-se que, a haver neve, ela está em Snowshill. Apropriado, não é?). Aproveitámos Chipping Camden para esticar as pernas mas sinceramente não achei que fosse nada de especial, sem grande oferta de comércio ou beleza natural mas uma luz excelente de pós-tempestade!
No regresso a Oxford passámos por Moreton-in-Marsh (que tem uma estação de comboios e faz da vila um ponto de entrada para os Cotswolds), Chipping Norton (a cidade mais alta de Oxfordshire mas que merece um dia sem nuvens para poder aproveitar a vista) e Woodstock (onde hei-de voltar por causa do Blenheim Palace, não percam os próximos episódios!).

E com isto tudo chegámos ao fim desta day trip pela região. Eu não digo que é o county mais bonito de todos?

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Todos os dias me apaixono um bocadinho mais por esta cidade

Logo a seguir à Bridge of Sighs existe uma passagem que parece não levar a lado nenhum mas que na verdade esconde o The Turf Tavern, um famoso pub da cidade.
Tem 2 ou 3 terraços escondidos no meio dos edifícios que rodeiam o pub o que dá quase a sensação de se estar a comer no terraço de casa. Como todos os pubs, também este gosta de publicitar os nomes de todos os famosos que por lá passaram e este tem mesmo um quadro logo à entrada

Depois do almoço (e com a devida paragem na loja de gelados!), decidimos esticar as pernas em Chris Church meadow,o jardim do college que está aberto ao público (e que é muito maior do que parece: entrámos por St Aldate's e saímos junto à Magdalen Bridge e ao Jardim Botânico!). Em dias de sol como este há sempre imensa gente a fazer piqueniques na relva ou a lutar contra o barco e a água enquanto experimentam o punting. Algures a meio do caminho é possível tirar a fotografia que aparece em inúmeros postais da cidade - tive imensa pena de não ter levado a minha câmara "a sério" comigo e ter apenas um telemóvel (que tem uma câmara péssima) mas até assim esta cidade fica bem.