terça-feira, 29 de novembro de 2016

Viver a mil

Tenho mais planos do que dias e a minha vida 'real' tem-me deixado muito pouco tempo para a minha vida blogosférica mas daqui a nada estamos quase no Natal e eu não escrevi aqui nada, o que está mal porque eu quero lembrar-me das coisas fixes que fiz nestas últimas semanas. É por isso que vou começar com o fim de semana passado, um oásis no meio de tantas viagens e reuniões e preocupações de quem agora tem um trabalho de 'pessoa crescida'. Foi um fim de semana de compras (hello, Black Friday!), afternoon tea em Chelsea, jantares de 'bate-papo' regados com um copo de vinho e uma visita obrigatória ao Winter Wonderland. E antes que venham os 2 dias loucos que me faltam para terminar a semana e a viagem à Polónia, vamos mas é registar o momento para a posteridade.

Infinitas fotos do Winter Wonderland.








E os estragos da Black Friday. Fora uns sapatos da L K Bennet (para oferecer... não conta, pois não?), reduzi as compras a 3 lojas, nada mau!



segunda-feira, 14 de novembro de 2016

E pronto, já é Natal

Dizem que o Natal chega oficialmente quando sai o anúncio da John Lewis mas como este ano o acho um bocadinho meh, para mim é Natal depois do anúncio do Sainsbury's. Está cheio de detalhes deliciosos do que é viver nesta ilhota e tem a mensagem mais querida para esta emigra que vos escreve: a melhor prenda que podemos dar (e receber) é regressar a casa no Natal.


sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Armistice Day

As papoilas chegam no início de Novembro e pouco a pouco invadem todas as lapelas. O chamado "Poppy Appeal" é a maior campanha de angariação de fundos para a Royal British Legion e destina-se a financiar a comunidade das Forças Armadas. É possível encontrar caixas com papoilas de papel e um pequeno mealheiro onde se espera que cada um coloque a sua doação em troca de uma papoila para pôr ao peito. Estão em instituições públicas, em lojas, nos escritórios, em peditórios de rua. E depois, tudo culmina hoje, no Armistice Day. Às 11 horas do dia 11 de Novembro o país pára durante 2 minutos para lembrar todos aqueles que perderam a vida nas guerras. As reuniões são interrompidas, os telefonemas ficam para depois e não se ouve vivalma. Em muitos sítios (como no meu emprego), iça-se a bandeira ou lêem-se poemas. 11 de Novembro é o aniversário do armistício entre a Alemanha e os Aliados no final da Primeira Guerra Mundial e a papoila foi escolhida não só por representar o sangue derramado em combate como por ser uma flor 'delicada mas resiliente', capaz de crescer no caos e na destruição. 
E é por tudo isto que compro sempre uma papoila. Não porque acho que glorifique a guerra mas porque é importante lembrar para nunca se repetir.


quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Eu ia escrever outra coisa mas depois vi isto

"I first ran for Congress in 1999, and I got beat. I just got whooped. I had been in the state legislature for a long time, I was in the minority party, I wasn’t getting a lot done, and I was away from my family and putting a lot of strain on Michelle. Then for me to run and lose that bad, I was thinking maybe this isn’t what I was cut out to do. I was forty years old, and I’d invested a lot of time and effort into something that didn’t seem to be working. But the thing that got me through that moment, and any other time that I’ve felt stuck, is to remind myself that it’s about the work. Because if you’re worrying about yourself—if you’re thinking: ‘Am I succeeding? Am I in the right position? Am I being appreciated?’ – then you’re going to end up feeling frustrated and stuck. But if you can keep it about the work, you’ll always have a path. There’s always something to be done."


Do maravilhoso "Humans of New York"

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Tlaquepaque

Depois de dias e dias no trânsito caótico de Guadalajara e onde "zona pedonal" é um conceito que existe apenas nas praças centrais da cidade, chegar a Tlaquepaque foi como chegar a um oásis no meio deserto! É certo que o trajecto do autocarro é MUITO duvidoso mas eu prometo que compensa o passeio.
Tlaquepaque tem imensos restaurantes, lojas de artesanato, mercados... tudo numa dúzia de ruas onde passámos a tarde inteira.
Trânsito? Regras? Naaah
E o pormenor do transporte de mercadoria?
E agora Tlaquepaque, onde me foi impossível escolher só uma ou duas fotos. Portanto escolhi umas 100. 

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Finalmente, o México

Resolvida a questão das fotografias e do Mac e de toda esta minha novela tecnológica, eis que chegou a altura de mostrar o México! Como já aqui disse esta não foi propriamente uma viagem de turismo e houve muuuuuuito que ficou por ver mas a verdade é que tive direito a conhecer um outro lado do México (com locais, o que é sempre um privilégio!) e fiquei com imensa vontade de voltar para poder visitar a Cidade do México e a península Yucatan (em resumo: Chichen Itza e Tulum, mi aguardxi).
Vamos então às (poucas) fotografias desta viagem.
Em primeiro lugar queria mostrar a Cidade do México vista do ar... impressiona qualquer um!

Mas foi em Guadalajara que assentei arraiais. A primeira impressão que tive dos mexicanos foi a simpatia! É muito fácil pedir indicações (se se safarem no espanhol, pois claro) ou qualquer outra informação. O reverso da medalha é que para quem vem habituada da Europa e de andar a pé para todo o lado... not going to happen. Em Guadalajara anda-se de carro para todo o lado e o taxi (ou o Uber) é rei (e baratíssimo!). Os passeios não são a coisa mais convidativa, é certo, e é muito normal ver fios de electricidade caídos, buracos no chão ou simplesmente... ausência de passeios, daí que até perceba como o carro domina a cidade. Óbvio que isso significa que o trânsito de Guadalajara é um caos (li há pouco tempo que era das piores cidades do mundo, o que não me espanta que seja verdade) e para chegar a qualquer lado é preciso ir com muuuuito tempo (e paciência).
O centro histórico da cidade tem obviamente uma catedral (é impossível esquecer o peso da religião católica quando se passeia por aqui) e uma herança espanhola que se sente a cada esquina.


É possível visitar outras zonas de Guadalajara e o autocarro hop-on hop-off que existe em muitas outras cidades do mundo é uma óptima maneira de circular (e baratíssimo! já agora, acho que devia ter contado a quantidade de vezes que disse "mas isto é super barato" enquanto estive no México ahah). Foi assim que fomos até Tlaquepaque, a minha parte preferida da viagem e que fica para um próximo post.